quinta-feira, 13 de junho de 2013

O flamingo da asa quebrada e outras histórias, de Augusto Carlos


Capa da obra de Augusto Carlos
Esta obra tem como título O flamingo da asa quebrada e outras histórias, é de Augusto Carlos e é a segunda edição deste livro. 
É uma obra que me suscita grande curiosidade e reveste-se de uma estrutura moral e filosófica sólida e rígida, mostrando o melhor deste escritor, formado em Engenharia e estudante do curso de Filosofia, curso este que lhe permitiu o processo de descobrimento e reflexão que, por sua vez, o agarrou à escrita.
Procurava um livro que pudesse ler em pouco tempo e conferisse uma boa e rápida apreensão da mensagem global e estive perante muita escolha, folheei muitos livros e esta obra até me tinha agradado pela sua capa cativante, que sugere uma necessidade de elasticidade da mente, sugerindo que neste livro a mente esticaria para interiorizar grandes histórias, mantendo a minha mente aberta. Tal se comprova pelo facto de este autor não impor suas ideias, mas sim dar espaço para pensarmos e refletirmos. Parecia, de facto bom, mas não queria arriscar antes de procurar ou encontrar melhor.
Esgotaram-se livros “bons”, a meu ver, neste meu processo de seleção, mas então voltei a agarrar nesta obra e li a contracapa, mal li a primeira frase (“Se achas que os adultos sabem muitas coisas acerca da vida e do mundo, desengana-te!”), soube que já não queria mais nenhum livro, era o “tal”. 
Hesitei em escolhê-lo, como sempre, mas ponderei  e consegui chegar à conclusão que queria o livro mais do que nunca e que seria uma boa leitura e, de facto, minhas expectativas concretizaram-se.
De facto, a natureza e os animais representam um papel de eminente relevância para Augusto e nesta obra desempenham um grande papel, estes têm a grande sabedoria de ouvir e resolver a situação, seja ela triste ou complicada. Ela elucida-nos e funciona por vezes como nossa consciência artificial e, ao ouvirmos sua voz, agimos corretamente: “A Natureza e os animais sabem muito mais, podem contar-nos aquilo que não compreendemos e fazer-nos perceber porque estamos tristes.”. Esta obra baseia-se nisso: agir correta e moralmente, saber ouvir a voz do bem e distinguir o bem do mal.

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