domingo, 11 de novembro de 2018

O Ano da morte de Ricardo Reis -José Saramago



  O Ano da Morte de Ricardo Reis 




Esta obra remete-nos ao ano de 1936 , apresentando como personagem principal Ricardo Reis, um dos heterónimos de Fernando Pessoa. Ricardo Reis é portador de nacionalidade portuguesa, médico de clínica geral, que, após a sua emigração para o Brasil, descobrira uma paixão por doenças tropicais, aperfeiçoando assim os seus conhecimentos em relação à mesma. Caracteriza-se como uma pessoa solitária, contudo revela tendências para a imaginação.
É  no Cemitério dos Prazeres, já em Portugal, que Ricardo Reis é recebido com a notícia da morte de Fernando Pessoa, retornando depois ao Hotel Bragança, onde se encontra hospedado. É no primeiro dia do ano que Ricardo Reis é surpreendido pelo aparecimento do fantasma de Fernando Pessoa, que lhe explica que apenas tem oito meses para dialogar com ele, pois a morte é tal como estar no ventre da mãe e oito meses é o tempo exacto que demora um morto a ser esquecido. É no Hotel Bragança que a atenção de Ricardo Reis é fortemente despertada por Marcenda, uma jovem burguesa com um braço paralisado, que aparenta ser muito familiarizada com o hotel, e pela qual desenvolve uma paixão platónica.  e Lídia, uma empregada do hotel, pela qual desenvolve um amor carnal .
Ao longo da obra, José Saramago descreve em pormenor a vivência numa sociedade onde ocorre a necessidade de transparecer o retrato idílico de um pais perfeito, onde o Salazarismo começa a fazer efeito. Nesta obra também são elaboradas teses sobre os erros da sociedade do século XX e do egocentrismo dos cidadãos que nesta habitam. Simultaneamente, é feito um paralelismo com outros países, tais como a Espanha e o Brasil. É na grande Lisboa que Ricardo Reis vem a morrer, numa Lisboa cinzenta e impiedosa, a condizer com o ambiente de suspeição e desconfiança do Estado Novo, sendo esta uma cidade mesquinha, coscuvilheira, que se intromete na vida dos outros. Como exemplo, temos o que se passa no Hotel Bragança, onde inicialmente se hospedou Ricardo Reis, e no apartamento que acabou por arrendar na rua de Santa Catarina, sendo a única coisa boa deste local a vista sobre o Tejo, visto que é nos apresentado um país de pobres, com falta de trabalho e onde impera o culto religioso e político e todos os seus instrumentos propagandistas.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Manhã Submersa- Vergílio Ferreira


MANHÃ SUBMERSA





O autor deste romance é Vergílio Ferreira. Este livro é baseado em aspetos autobiográficos dos tempos de adolescência do autor no Seminário. É um romance um pouco triste e cruel que retrata a vida de um conjunto de seminaristas vindos de famílias pobres Seminarista à força, António Borralho sofre a obrigação de uma vocação que não sente, pressionado pela mãe que sonha com uma velhice mais confortável a níveis económico.
 Estou a gostar muito de ler este livro, pois retrata uma parte mais obscura e difícil na vida dos seminaristas. O livro contém uma linguagem acessível. 
por todos estes aspetos, recomendo a leitura deste livro.






A Cidade e as Serras- Eça de Queirós

A Cidade e as Serras





Este livro é de autoria de Eça de Queirós. Trata-se de um livro do modo narrativo em que o género é o romance. Este livro foi escrito numa época em que Eça de Queirós se afasta do realismo e abandona o seu estilo crítico à sociedade da época. Esta obra é sobre dois homens, em que um deles, embora natural de Portugal, estava a residir em Paris (Jacinto) e o outro, residente em Portugal, foi a Paris visitar o seu amigo (Zé Fernandes). 
A história estende-se por uma longa jornada dos dias de ambos em Paris, em que parecia que o Jacinto tinha esquecido a sua terra e que não queria voltar a Portugal, mas Zé Fernandes tinha sempre Portugal no seu pensamento. Até que certo dia isto mudou, Jacinto viu-se aborrecido em Paris e farto das mesmas coisas. Certo dia ele recebeu uma carta de Tormes, que exigia que voltasse à sua terra, e para minha surpresa, ele ficou feliz por ter de voltar. Na sua longa viagem de regresso a Portugal houve alguns precalços. Passado algum tempo, Jacinto vê-se com um dilema entre mãos, se volta para Paris ou se fica em Portugal. 
Eu, em particular estou a gostar de ler este livro porque faz-nos refletir acerca da vida.,Faz-me pensar que ter tudo nem sempre é a melhor opção, por vezes quanto mais simples melhor. A vida de Jacinto em Tormes, muito mais simples e sem os luxos que tinha em Paris, acaba por o fazer muito mais feliz do que quando vivia na capital francesa.
Apesar de ter tido alguma dificuldade em perceber o assunto do livro, devagarinho cheguei lá, em particular escolhi ler este livro tanto pelo seu título como pelo seu autor.