quinta-feira, 30 de maio de 2013









      
O livro que eu escolhi para ler neste 3.º período é um livro de prosa intitulado De Profundis, do autor José Cardoso Pires.
Este livro relata a história do escritor José Cardoso Pires, que foi surpreendido de uma hora para a outra por um acidente cerebral vascular. Esta doença acaba por dominar a vida do autor, ficando este entre a ‘’ Terra e o Céu ‘’. O autor perde a memória e vê a sua vida por um fio.
Tudo o que autor relata neste pequeno livro foi tudo o que lhe disseram depois de este sobreviver à doença que o assolou.
Foi um livro que eu li num dia e, para mim, este foi o melhor livro que li até hoje, pois ao começar a ler o livro, o prazer e ânsia de acabar de o ler eram imensos, pois o livro prende o leitor à sua leitura.
Recomendo a leitura deste livro, é um livro riquíssimo de detalhes acerca da história deste autor.   

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Título: Novos Contos Da Montanha
Editora: Visão
Autor: Miguel Torga
Número de páginas: 127

    Este livro foi-me aconselhado por um amigo que já o tinha lido.
    O livro, como o próprio título indica, é constituído por vinte e dois contos:  "O Alma Grande", "Fronteira", "O Pastor Gabriel", "Repouso", "O Caçador", "O Leproso", "Destinos", "O Lopo", "O Sésamo", "Mariana", "Natal", "Névoa", "Renovo", "O Regresso", "A Confissão", "O Milagre", "O Artilheiro", "Teia de Aranha", "Festa", "O Marcos", "A Caçada" e "O Senhor"
    Neste momento, estou no vigésimo conto. O conto, até ao momento, de que mais gostei foi "Repouso". Deixo-vos aqui o resumo deste: Este conto centra-se num tipo macambúzio, o Lomba, que, como toda a gente da sua aldeia sabia, já tinha morto muita gente naquela zona. Ninguém atrevia-se a enfrentá-lo.
Certo dia, Lomba foi à igreja confessar-se. Disse ele ao padre: “-Bem, eu matei o da Gertrudes, o Marinho… E também fui eu quem deu cabo do Adriano. O padre pergunta-lhe se ele está arrependido e Lomba responde que não.
O seu ódio terminou quando Lomba fez uma ordem a um menino e este confrontou-o, sendo a primeira pessoa a fazê-lo, não obedecendo ao Lomba. Com isto, Lomba sentiu que foi derrotado, repetindo várias vezes para si mesmo a frase: “chegou para mim”.
    
Casa na Duna, de Carlos de Oliveira

O livro que escolhi para ler intitula-se Casa na Duna, sendo esta uma obra do autor Carlos de Oliveira.

Este livro apresenta-nos uma história na qual se descreve a vida dos camponeses e as dificuldades económicas com que se deparam, mas também verificamos uma vida monótona dos fidalgos presentes na narrativa. Com isto, observamos que Mariano Paulo é a personagem principal, pois este é o atual proprietário de uma quinta situada na aldeia de Corrocovo, no alto de uma duna.

Logo no começo desta obra, verificamos que a quinta da família dos Paulos estava naquele momento em decadência. Mariano Paulo,  casa-se entretanto com Conceição e têm um único filho, Hilário, sendo este uma personagem conflituoso e perturbada ao longo da obra, por causa da morte de sua mãe logo à nascença.

Com o passar do tempo, a propriedade da família entrava cada vez mais e mais em decadência, o que levou Mariano Paulo a entrar no mundo dos negócios, mas nenhum destes alcançou sucesso.

Já no final desta narrativa, verificamos que Mariano Paulo construíra uma fábrica, a qual pouco tempo depois entrou em falência. Para a degradação da família contribuíram ainda o desinteresse que Hilário sempre demonstrou pela propriedade da família e a morte desta personagem.

Em suma, depois de já ter lido esta obra, concluo que gostei dela, sendo que o que captou mais a minha atenção foi facto de o autor da obra coincidir o tempo em que vivia, sendo este o regime ditatorial, com a obra em questão.


domingo, 19 de maio de 2013

O carteirista que fugiu a tempo, Francisco Moita Flores.

O Carteirista que Fugiu a Tempo, de Moita Flores

Francisco Moita Flores é um autor que me despertou a curiosidade, bem como sua obra O carteirista que fugiu a tempo.


Ao primeiro olhar depositado nesta obra, deparei-me com a sua textura, que convida ao toque, e, ao observar a capa, reparei que representava um homem, que, pelo seu semblante divertido, alegre e angelical, me fez especular sobre como seria este livro: divertido? Ou apenas literatura infantil?


Estas divagações atormentaram-me durante segundos, mas, ainda assim, arrisquei perder um pouco de tempo e comecei por folhear o livro. Notei uma linguagem simples no primeiro e no segundo parágrafos, uma expressão que ficaria longe de ser mal entendida (”era coisa do diabo”) e fui notando que a linguagem se ia modificando e ficando mais complexa mas num nível de fácil compreensão e cada vez surgiam mais termos coloquiais e pensei: ”bem, parece-me uma boa obra”. E isto, reforçado pelo facto de ter gostado da capa, assegurou a minha escolha.

Ao observarmos a contracapa, que, ligada à capa, forma o metro, podemos ler que “o carteirista vivia num país de cenho carregado, que se arrastava penosamente ora com medo da insegurança, ora desconfiado dos políticos que queriam acabar com ela [a insegurança].”. Aqui podemos denotar uma crítica social: a sociedade não acredita nas façanhas dos políticos para acabar com a insegurança, pois ela acredita serem más intencionadas.


Também podemos ler que este “Vivia num país cansado, que trocara a revolução pela revolta, a discussão pelo bocejo, o mar pelo sofá frente à televisão”. Mais uma crítica social: a sociedade cansou-se de lutar pelas suas convicções e seguir através do mar em conquistas e decidiu substituir tais ousadias cheias de brio pela inércia.

Ainda podemos ler que este “Rebelou-se. Desatou a rir às gargalhadas, e pelo país ordeiro, servil à novela e medroso da inflação, assustou-se. (…) E o carteirista fugiu para o céu. Esconde-se numa nuvem, algures entre o nascer do sol e a Estrela Polar. Há quem diga ainda hoje que se ouve o troar dos canhões. Outros asseguram que não. É apenas o carteirista a rir impiedosamente do país inseguro, hesitante entre uma telenovela e um jogo de futebol.”. Mais uma vez uma crítica: o país imita a novela, fica indeciso entre ver uma telenovela ou ver o jogo de futebol e tem medo da inflação dos preços e só nisto consiste a sociedade: gente medrosa, deitando seu passado a perder.

É, portanto, uma obra de comédia sociodramática.

Para quem tem curiosidade relativamente à contracapa, deixo um link com a imagem em tamanho real:



sábado, 18 de maio de 2013

O livro de Cesário Verde
Título: O LIVRO DE CESÁRIO VERDE;

Editora: Ulisseia;

Autor: Cesário Verde;

Número de páginas: 174.










O LIVRO DE CESÁRIO VERDE é uma obra póstuma do autor.

Foi o amigo de Cesário, Silva Pinto, que, depois da morte do poeta, reuniu os seus poemas e fez o livro. Inicialmente a intenção era oferecê-lo aos amigos de Cesário. Contudo, acabaria por ser publicado. 
Optei por esta obra, por já ter alguns conhecimentos acerca do trabalho de Cesário Verde e pelo interesse em conhecer mais poemas da sua autoria, visto que apenas lecionámos um número reduzido de poemas na aula, a comparar com o vasto número de existentes.




EURICO O PRESBÍTERO




Título: EURICO, O PRESBÍTERO;

Editora: Porto Editora;

Autor: Alexandre Herculano;

Número de páginas: 199.

A última obra de prosa que escolhi ler para o PIL intitula-se EURICO, O PRESBÍTERO.
Optei por este livro porque é uma das possíveis obras a lecionar, segundo o programa de Literatura Portuguesa do décimo primeiro ano, obra de qualidade assegurada, e por ter curiosidade em ler algo de Alexandre Herculano.
Nesta obra, o narrador relata-nos a triste história de amor entre Eurico e Hermengarda, que se passa durante o século VIII, na Espanha visigótica.
Eurico era um jovem guerreiro que lutou juntamente com o amigo Teodomiro do lado do Imperador da Espanha, contra os montanheses, os francos e os seus aliados. Depois de conseguirem derrotar os adversários, Eurico pediu a Fávila, duque de Cantábria, a mão de sua filha, Hermengarda em casamento. No entanto, o duque declinou o pedido, alegando que Eurico era proveniente de famílias humildes. O jovem  soldado, certo de que o seu amor não era correspondido, decidiu seguir uma vida religiosa, sendo ordenado Presbítero de Caréia.
Aquando da invasão árabe da Península Ibérica, Eurico interrompeu as suas funções religiosas e foi combater do lado dos godos.
Numa altura em que estavam em vantagem na batalha, os árabes raptaram Hermengarda e fizeram-na refém.  Eurico de pronto reagiu e salvou-a.
Hermengarda confessou o seu amor por Eurico e este, ciente das suas obrigações religiosas, disse-lhe que o presbítero de Cartéia e o caraveleiro negro eram a mesma pessoa. Posto isto, o jovem partiu para a que viria a ser a sua última batalha. Hermengarda, ao saber da morte do seu amado, enlouqueceu.



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UMA ABELHA NA CHUVA


Título: UMA ABELHA NA CHUVA;

Editora:Assírio e Alvim;

Autor: Carlos de Oliveira;

Número de páginas:132.

Esta obra de Carlos de Oliveira retrata a vida de Álvaro Silvestre, um lavrador que se arrependeu de todos os furtos realizados. 
Ao longo da obra há uma série de confrontos entre Álvaro e a esposa, Maria dos Prazeres  Estes tinham um casamento infeliz, pois o que os mantinha juntos não era o amor.
Maria dos Prazeres é apontada, por Álvaro, como a responsável por todos os furtos por ele levados a cabo, é também ela quem impede que as confissões de Álvaro feitas a um jornalista sejam publicadas.
Além do sentimento de culpa pelos roubos feitos, Álvaro ficou com a consciência pesada quando o seu cocheiro Jacinto foi morto por António,  pai de Clara, rapariga com quem Jacinto mantinha uma relação e, inclusive, engravidara. Álvaro não gostava do seu cocheiro e aproveitou a oportunidade para o tramar, contando a António a relação existente entre Jacinto e Clara e a gravidez. António, furioso, matou Jacinto.