segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Bom Tempo no Canal de Almeida Maia

 Decidi começar a ler este livro por ser o primeiro de Almeida Maia. Como já li o segundo livro, que funciona como continuação, achei interessante conhecer o conteúdo do anterior e compreender melhor o enredo.
 Já terminei a sua leitura e surpreendeu-me imenso. Trata-se de uma perseguição a um engenheiro na qual a ganância e a vingança reinam.


segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Dentro do Segredo, de José Luís Peixoto



       Li este livro durante a interrupção de Natal. É um livro diferente dos que costumo ler, uma vez que tenho preferência por livros de ficção e este, como se pode adivinhar pelo subtítulo 'Uma viagem na Coreia do Norte' enquadra-se no género 'literatura de viagens'. Ainda assim, gostei muito desta leitura, pois sempre tive muita curiosidade pela Coreia do Norte, que é considerado o país mais fechado do mundo, daí o título Dentro do Segredo. Esta curiosidade foi suscitada pelas poucas notícias que nos chegam daquele país. As mais recentes prendem-se com a suposta e violenta execução de um tio do atual líder do país, Kim Jong-un, a mando deste, o delírio coletivo da população aquando da morte do anterior líder e até mesmo os supostos castigos a que foram sujeitos os jogadores da seleção norte-coreana de futebol após a derrota por 7-0 com Portugal, no Mundial de 2010.
       Em abril de 2012, José Luís Peixoto integrou um grupo de turistas que conseguiu autorização para visitar a Coreia do Norte através de uma agência de viagens chinesa. Este grupo teve o privilégio de visitar diversas regiões da Coreia, algumas das quais não recebiam um estrangeiro há mais de 60 anos, sempre acompanhados por dois guias fiéis ao regime, que pretendiam de todas as formas engrandecer o país e os seus líderes, o que se revelava, na maioria das vezes, ridículo, pois ao autor não passavam despercebidas as inúmeras estratégias aplicadas para mostrar uma realidade que não existia. 
       O controlo político a que estes turistas estiveram sujeitos foi registado em diversas ocasiões: no ato de lhes confiscar o telemóvel à chegada ao aeroporto, tendo apenas sido devolvido no final da viagem; na inspeção às máquinas fotográficas, feita por militares, no sentido de verificarem se  tinham sido respeitadas as regras (eram proibidas as fotografias tiradas de veículos em movimento bem como as fotografias às estátuas dos líderes que não mostrassem as estátuas na totalidade, por exemplo); no controlo das chamadas telefónicas feitas a partir dos hotéis, ... 
     A leitura deste livro permitiu-me ainda conhecer as causas da divisão da Península Coreana em dois países tão distintos um do outro: a Coreia do Norte e a Coreia do Sul. Em 1910, o Japão invadiu e dominou a Península Coreana, tendo levado a cabo uma política de destruição cultural (reescreveu os livros de história, proibiu o uso do hangul, o alfabeto coreano, por exemplo). Esta situação durou até ao final da II Guerra Mundial, quando o Japão se viu derrotado e os aliados entraram na Coreia, os Russos e os Chineses pelo Norte da península e os Americanos pelo Sul. Estes povos exerceram influências distintas nas diferentes áreas da Coreia, tendo o Norte sido catequizado pelo comunismo e o Sul pelo capitalismo. Quando, nos anos 50, se promoveram eleições gerais, o Norte e o Sul não se entenderam, tendo cada uma das áreas apresentados resultados eleitorais diferentes e conformes às influências recebidas. Perante uma ameaça de guerra civil, os EUA criaram uma fronteira no famoso Paralelo 38, exatamente onde ainda hoje se situa a fronteira entre a Coreia do Norte, com capital em Pyongyang, e a Coreia do Sul, com capital em Seul.

Que Paisagem Apagarás - Urbano Bettencourt

Que Paisagem Apagarás


A escolha deste livro foi baseada na capa, que me despertou alguma curiosidade. Este é um livro de contos e o que me interessou mais até agora foi "O guardador de freiras". Neste conto, o narrador considera que que as freiras são o seu rebanho e que tem de as proteger, desenvolvendo a história a partir desta ideia. 
Este autor também integra algumas histórias da sua ilha, explicando como é que esta era antes e depois e integrando um pouco de "ficção" na mesma.
O autor deste livro é Urbano Bettencourt, que é Açoriano, natural da ilha do Pico. A sua maneira de escrever é bastante acessível, permitindo uma rápida compreensão das histórias.

domingo, 26 de janeiro de 2014

A Cidade de Ulisses - Teolinda Gersão


     O livro que escolhi para ler foi A Cidade de Ulisses de Teolinda Gersão, emprestado pela professora de Literatura Portuguesa. Trata-se de um romance.  É composto por três capítulos e por 206 páginas.          Este livro baseia-se no mito que diz que esta cidade pode ter sido fundada por Ulisses. Pelo que eu já li, a história é sobre Paulo Vaz, artista plástico, que foi convidado pelo diretor do Centro de Arte Moderna para continuar um projeto sobre a cidade de Lisboa. No início Paulo recusa o convite, mas mais tarde acaba por aceitar. Entretanto, Paulo vai contando algumas das suas aventuras do passado.

        Estou a gostar de ler o livro e a escrita é a acessível.



 

Os Maias, de Eça de Queirós

A terceira obra de prosa que escolhi para ler foi Os Maias, de Eça de Queirós.
Não conheço pormenores da história, mas sei que é um romance sem final feliz. É um livro bastante extenso (com 780 páginas), como é característico de Eça de Queirós.
Espero emocionar-me com a história desta obra tão famosa que quem leu diz que adorou.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Estrelas Funestas, Camilo Castelo Branco.

Esta obra de Camilo Castelo Branco, Estrelas Funestas, é classificada pelo autor como um romance.
A sua história relaciona-se com duas famílias, a de Maria das Dores e a de Gonçalo Malafaia. Estes eram primos, mas já desde muito novos estavam prometidos em casamento um ao outro por seus pais («desde menino, estava o seu casamento pactuado»), quando ambos completassem os seus catorze anos. 
Com o passar dos anos, Maria e Gonçalo conheceram outras pessoas, e ambos se apaixonaram por elas. Gonçalo, por uma dama lisbonense e Maria das Dores por um outro cavalheiro.

Um dia, Gonçalo decidiu pedir a seus pais autorização para se casar com a dama de Lisboa, a sua verdadeira amada, mas seus pais recusaram,  pois desde o seu nascimento que ele estava contratado para se casar aos catorze anos com sua prima D. Maria das Dores. A razão da primeira recusa foi evitar um disputa por causa do contrato feito entra as duas famílias; a segunda, a ligação das duas famílias, através de nove gerações, desde 1530; como terceira razão, a «palavra dada entre fidalgos» (p.12-13).

Anos depois do casamento, Maria e Gonçalo tiveram uma filha, Maria Henriqueta, que, aos oito anos era «tão linda (...) melancólica e meiga» (p.30).
Apesar de ambos não se amarem, o seu casamento deu fruto. 

Maria Henriqueta adorava o seu pai, pois a sua mãe era má, não sabia lidar com ela e invejava a relação entre pai e filha. Assistiu a muitas discussões entre ambos e muitas vezes foi ela quem as travou, tendo numa dessas vezes oferecido o seu próprio rosto para que a mãe a esbofeteasse como castigo. Seu pai, para mudar a vida de sua filha, enviou-a para uma instituição, onde ficou a estudar, a fim de não levar a vida com aquela sua mãe, como o seu pai levou. 
Maria e Gonçalo acabam por se separar, pois ele estava cansado de levar aquela vida com essa mulher «diabólica» e por ordem de seu pai. Este reagiu dizendo: «Fez-me o casamento, pai, - disse Gonçalo - e quer desfazer-mo agora!...» (p.44)