sexta-feira, 20 de março de 2020

Arquipélago, de Joel Neto


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O livro que li é da autoria de Joel Neto e tem como título Arquipélago.


Esta obra centra-se na historia de um homem, José Artur Drumonde, que tem a sua vida desorganizada em Lisboa, daí regressar para a Ilha da Terceira, ilha natal de onde partira com os seus pais após o sismo de 1980 (o qual este não sentiu), em busca de salvação para os seus problemas ,tais como a instabilidade da sua carreira, o seu divórcio e não ter um relacionamento muito saudável com o seu filho. Após encontrar a casa de seu avô na Terceira, começa a remodelá-la, encontrando um cadáver na cave e descobrindo, assim, segredos da sua família. Ao longo da obra, José consegue reconstruir um relacionamento saudável com a sua ex-mulher e com o seu filho, além de começar a trabalhar num projeto. 
Recomendo a leitura desta obra pois aborda temas curiosos, como rituais que implicam sacrifícios, o mito da Atlântida, o terramoto de 1980, etc. Além disso, e o autor utiliza uma linguagem popular, própria das ilhas, como a expressão “Home", o que torna esta obra muito mais interessante.

segunda-feira, 16 de março de 2020

Mensagem - Fernando Pessoa


A obra que li tem como título Mensagem e é da autoria de Fernando Pessoa.
Este livro no seu todo é uma obra constituída por inúmeros poemas, que têm como temática principal os feitos do povo português. Ao longo da obra é possível relacionar os poemas de Fernando Pessoa com a obra de Luís de Camões, Os Lusíadas. Escolhi esta obra essencialmente por ser de um autor muito conhecido a nível geral, mas desconhecido de mim, pois nunca tinha lido nenhum livro do mesmo. Embora esta seja a minha primeira vez a ler Fernando Pessoa, devo dizer que a sua escrita e principalmente a temática são muito interessantes.
Os poemas desta obra não apresentam continuidade, referindo-se a diversos episódios e personagens da história de Portugal. Todos estes visam glorificar os antepassados dos Portugueses. A fundação do reino português, os reis portugueses, os feitos que glorificaram o nosso país, destemidas personagens da história que se destacam pelo seu contributo para a afirmação do reino português, as descobertas marítimas e não marítimas realizadas, bem como a riqueza do reino português são os elementos fundamentais que contribuem para a temática desta obra.
Gostei muito da obra, essencialmente por glorificar o nosso país. Esta obra faz com que não nos esqueçamos da luta que os nossos antepassados tiveram até nós conhecermos o país como ele é hoje. É uma chamada de atenção aos mais esquecidos sobre quem um dia foi Portugal. Recomendo vivamente a leitura desta obra.

sábado, 7 de março de 2020

As Pupilas do Senhor Reitor - Júlio Dinis


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O livro que li tem como título As Pupilas do Senhor Reitor e é da autoria de Júlio Dinis.
Esta obra conta-nos a história de duas jovens irmãs, Clara e Margarida, que, como eram órfãs, estavam sob o cuidado e vigilância de um tutor escolhido pelos já falecidos pais. O senhor reitor, pároco da aldeia onde a história é narrada, tinha sido o escolhido. O mesmo era reconhecido por toda a população como uma pessoa de grande saber e influência. 
Ao mesmo tempo que nos é apresentada a história destas duas irmãs, há destaque para uma outra família, a de José das Dornas, lavrador abastado, que era viúvo e tinha dois filhos, Pedro e Daniel. 
Pedro, o mais velho, é sempre descrito como o mais forte e robusto e, pelo contrário, Daniel é apresentado como sendo o mais frágil e incapaz. 
Considerado o mais debilitado face às tarefas árduas de lavrador, Daniel é conduzido por seu pai e pelo senhor reitor ao mundo dos estudos, começando primeiramente pelo latim e caminhando mais tarde para a medicina, a qual teria de ser estudada no Porto, onde Daniel acaba por se tornar cirurgião. Com essa partida para o Porto, Daniel deixa para trás a sua infância, as suas memórias e principalmente a sua paixão, Margarida, sendo esta um dos principais motivos para a sua partida, visto que esse amor infantil não era de agrado nem do pai de Daniel, nem do tutor de Margarida.
Gostei muito deste livro, posso dizer que foi dos mais cativantes e interessantes que li até ao momento. Na minha leitura destacou-se sobretudo a personagem de Margarida, devido ao seu carácter benevolente que se manifesta nas suas atitudes moralmente corretas. Esta é também uma das razões para minha recomendação deste livro.


terça-feira, 3 de março de 2020





Embora seja esta a primeira vez que tinha lido qualquer obra de um autor açoriano, achei este livro muito interessante.
O livro que estive a ler é da autoria de Joel Neto e fala sobre como é a vida no campo, como o próprio título indica.
Achei esta obra muito interessante porque a própria história faz-nos ver como o mundo está dividido em dois. Isto porque o autor desde o início da obra faz grandes comparações entre a vida da cidade e a vida no campo usando apenas simples coisas, sendo que estas coisas acabam por ser mínimas. Como o próprio autor refere, viver no campo é viver feliz, apesar de a vida no campo não ser tão desenvolvida como a vida na cidade, pelo menos no campo ainda se mantêm algumas tradições o que é completamente ao contrário ao que acontece na cidade. A cidade é caracterizada por ser um espaço escuro, onde as pessoas passam a maior parte do seu tempo focados apenas no seu trabalho.
Recomendo a leitura deste livro para todos os que se encontram interessados, pois se reflectirmos bem esta é uma das situações que enfrentamos actualmente.

terça-feira, 19 de novembro de 2019

Bichos ( "Nero"), de Miguel Torga

O texto que estive a ler é um conto do livro Bichos, de Miguel Torga. Este conto tem como personagem principal um cão, cujo nome é Nero, sendo este nome o título do conto. Este cão encontra-se já às portas da morte, esperando o seu último sopro, devido à idade avançada. Quando ele se apercebe que a sua hora está a chegar, começa a reviver os momentos que teve ao longo da sua vida, tanto os bons como os maus. Ao mesmo tempo fica pensativo, apercebendo-se das saudades que terá dos seus donos, apesar de estes terem sido rudes para com ele no período em que lhe tentavam impor regras, mas este não sente que irá fazer falta aos seus "proprietários". Apesar de tudo isto e das fases más, este bicho acabou por falecer em paz, pois, quando estava prestes a dar o último suspiro, viu a sua dona aproximar-se do seu velho corpo e a chorar. É assim que Nero acaba por falecer em paz e feliz, pois pensava que os seus donos estavam impacientemente à espera do seu falecimento para colocarem alguém mais novo no seu lugar.
Podemos assim concluir que este conto é visto como uma metáfora, pois é através da vida de um cão que já se encontra no seu tempo terminal que observamos a visão do autor sobre a vida humana, ou seja, identificamos que um ser humano pode ter uma vida feliz, simples e que deixe marcas tal e qual um cão doméstico.
Gostei em particular deste conto por ter uma perspetiva sobre a vida humana e sobre o típico contraste vida/morte e ainda sobre a questão existencial ( sentido da vida).

As intermitências da morte, de José Saramago

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O livro que li tem como título As intermitências da morte e é da autoria de José Saramago.
Nesta obra, é-nos apresentado um cenário hipotético onde a morte deixa de existir ou atuar. Como consequência da inexistência da morte, o caos e a desordem surgem. A partir deste acontecimento a morte começa a ser encarada de forma distinta, começa a ser vista como uma necessidade e não propriamente como algo dispensável e desnecessário, expressando assim que a vida necessita da morte. 
Inserida neste mesmo enredo, surge uma história entre a própria Morte e um velho violoncelista. Acabada a intermitência, a Morte retorna à sua ativa função, tendo desta vez que entregar uma carta (este era o método alertar as pessoas para a sua ida deste mundo) a um velho violoncelista que suscita curiosidade e sentimentos à cruel e temível Morte.
Este livro é muito interessante, pois apresenta-nos uma história diferente. Recomendo a leitura desta obra, especialmente porque José Saramago antropomorfizou a Morte, atribuindo-lhe características morais, o que, de facto, convida ao prosseguimento da leitura. 

A viagem do elefante, de José Saramago

A obra que estive a ler é da autoria de José Saramago , o seu título é  A viagem do elefante.
Esta obra retrata a viagem de um elefante chamado Solmão e do seu cornaca, que, vindos da Índia para Portugal, tiveram como destino Viena.
Esta acção tem lugar no reinado de D. João III. Solmão pertencia ao rei e à rainha D. Catarina, mas estes já tinham perdido o interesse no elefante, pois este já tinha deixado de ser uma novidade no reino. Assim, lembraram-se do convite de casamento do arquiduque de Viena e decidiram oferecer Solmão como presente de casamento. Momentos após ter abdicado de Solmão, D. João mostrou um pouco de arrependimento.
Para ser possível a chegada do elefante a Viena, este teve de fazer um longo percurso com vários percalços, mas, mesmo com inúmeros contratempos, nomeadamente terem faltado animais para carregar os alimentos do elefante para que ele pudesse chegar ao pé do arquiduque são e salvo, este chegou a Viena . Ao chegarem ao seu destino, o elefante e o seu cornaca foram muito bem recebidos pela cidade inteira, e foi durante o cortejo de boas-vindas que Solmão agiu como um herói salvando com a sua tromba uma menina de cinco anos que se tinha soltado das mãos dos seus pais e fugido para o meio do cortejo com o risco de o elefante a esmagar. Porém, ao invés disso, ele agarrou-a e levantou-a no ar, como se estivesse a dizer que estava tudo bem. Foi nesse momento que pudemos ver todo o povo de Viena, incluindo o arquiduque, espantados com este feito de Solmão.
Tal como referi no início, Viena foi o destino de Solmão, foi lá que este acabou por falecer dois anos mais tarde, durante o inverno. Em relação ao cornaca, este tomou rumo de regresso a Lisboa, só que nunca houve registo nem notícias de tal chegada, presumindo-se que este tenha mudado de rumo ou então falecido pelo caminho.